quarta-feira, dezembro 29, 2010

Aimez-Moi - Caron

 
 Criado em 1996 pelo perfumista Dominique Ropion, o perfume Aimez-Moi, da marca Caron, é um daqueles que tem histórias interessantes para contar. E é claro que a embalagem é uma das personagens principais desta história.
Para começar, existem relatos de que o produto seja uma releitura moderna de um outro perfume da marca Caron, chamado N'Aimez Que Moi e lançado em 1917. Com o início da Primeira Grande Guerra, aproveitou-se a oportunidade de se lançar no mercado um produto que pudesse ser oferecido como símbolo, como jura de amor entre jovens apaixonados na iminência da inevitável separação causada pelo conflito.
Antes de julgarmos o oportunismo da marca Caron diante de um evento trágico como este, é interessante notar que a idéia de ligar a perfumaria às emoções fortes e ao alívio dos sofrimentos causados pela Guerra foi algo explorado à exaustão por várias marcas na época, algumas com grande renome e reconhecimento atual, inclusive.
A embalagem que você vê aí em cima, na imagem que abre o post, me chamou a atenção por sua simplicidade e beleza.
Criada por Federico Restrepo para o lançamento da fragrância, o frasco de vidro flint tem um marcante formato de abóboda. Os detalhes em sua base, dão a impressão de que o mesmo fora torcido durante sua produção. No fundo, relevos que partem do Centro em direção ao perímetro do frasco conferem um efeito ótico bastante interessante independente da posição que se olhe o frasco.
A tampa é composta por uma peça plástica pigmentada em um belo azul transparente  que combina muito bem com sua parte inferior metálica dourada. No topo da tampa, um outro detalhe metálico bem delicado traz gravado em baixo relevo o nome da fragrância.
O cartucho é muito simples e foi impresso somente em dias cores (azul e amarelo).
O mais impressionante deste produto é que esta bela embalagem foi em algum momento substituída por outra que não carrega o mesmo glamour da descrita acima.
Veja na imagem abaixo que a embalagem foi completamente redesenhada (infelizmente não consegui informaçōes sobre o designer responsável pelo repackaging) e ganhou linhas muito mais simples e menos sofisticadas.

O frasco continua flint, porém agora é mais alto e mais fino. Tem um formato semelhante a um daqueles "porta-temperos", utilizados para se moer pimentas. De fundo bem mais grosso (inclusive com alguns relevos) do que o original, não deixa de ser bonito, mas convenhamos não tem o mesmo charme. 
Nesta versão, a decoração é simplesmente uma etiqueta autoadesiva nas cores branco e dourado.
A tampa, na minha humilde opinião, é medonha! Toda dourada brilhante, dá a impressão que pode ser vista à quilômetros!
Já o cartucho segue com a simplicidade do original, nas cores dourado e branco, com um resultado até melhor do que o azul e dourado do anterior.
Abaixo, você encontra alguns dos anúncios para mídia impressa da versão de 1996 da fragrância:

E aqui, um interessante vídeo mostrando a visita da pin-up Sasha Philippe (para osite "holala.ch") à Maison Caron:



Fontes:
Scented Salamander
Youtube

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